Página Inicial > geral, Spring Boot > Spring Boot

Spring Boot

Spring Boot é mais uma grande idéia da equipe do Spring para facilitar nossa vida durante a criação de soluções em Java.
Baseado na arquitetura de Microservices, com ele é possível criar facilmente aplicações completas com o mínimo de esforço pois sua filosofia baseada em convenções elimina a necessidade da maior parte das configurações.

Lembro-me que a primeira solução Spring em que trabalhei tinha tantas instruções de configurações que até me perdia e ainda assim era mais simples que trabalhar com os famigerados EBJ’s. De lá prá cá isso mudou muito, hoje por exemplo é totalmente opcional a utilização de xml’s e quando falamos de Spring Boot então as configurações para levantar um aplicativo praticamente não existe. Observe esse código: 1

package hello;

import org.springframework.boot.*;
import org.springframework.boot.autoconfigure.*;
import org.springframework.stereotype.*;
import org.springframework.web.bind.annotation.*;

@RestController
@EnableAutoConfiguration
public class SampleController {

    @RequestMapping("/")
    String home() {
        return "Hello World!";
    }

    public static void main(String[] args) throws Exception {
        SpringApplication.run(SampleController.class, args);
    }
}

Considerando que as classes importadas estão em seu classpath, ao executar essa classe você terá essa saída em seu terminal:

helloWordConsole

…e em seu browser:

helloWordBrowser

Observe que apesar de ser um chato “Hello World”, você não precisou fazer nenhum configuração avançada apenas na linha 8 a anotação

@Controller

que informa ao Spring que essa classe terá atributos de um Controlador Web. Na linha 9 temos

@EnableAutoConfiguration

que orienta o Spring a abstrair as dependências de seu projeto e a melhor configuração baseado nos recursos utilizados. Na linha 12 temos a anotação padrão do Spring:

@RequestMapping("/")

que define a url que ao ser interceptada produzirá o retorno desejado.

Nas linhas 17 à 19 temos um simples método Main que informa ao Spring Boot para iniciar a aplicação usando as configurações contidas nela própria. Em resumo você tem um simples executável rodando uma aplicação web.
Apesar de não ter informado um container, o Spring Boot levantou uma versão embarcada do Tomcat automaticamente para você.

Algo que é precioso nesse modelo baseado em convenções é que apesar de toda essa abstração, é possível sobrescrever os padrões propostos por suas próprias configurações.

Num próximo post veremos como utilizar o Maven e o Gradle para gerenciar um projeto Spring Boot.

Categories: geral, Spring Boot Tags:
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. Nenhum trackback ainda.